Archive for the ‘ Versos e poesias ’ Category

Meus versos simples

Olhando alguns versos antigos, percebi que eles podem ser aproveitados por alguém, todos foram inspirados em momentos que vivenciei – cada um escrito em um desses momentos.

Espero que gostem dessas minhas diversas reflexões.

Dois dos meus versos:

E qual é a pessoa que nunca cometeu loucuras, se o próprio ato de não cometê-las já é uma loucura?

Não espere da vida mais do que ela pode te dar; não tente dar à vida mais do que ela espera de você. Não atropele as coisas.

 

Até logo.

 

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Microconto II

Um dia a pequena grande menina olhou pela janela, descobriu a numerosidade de folhas que haviam caído enquanto em seu quarto ela esperava para crescer. Não tinha a quem culpar, pois durante todo esse tempo as chaves permaneceram em suas mãos. Pobre menina, aquele foi mais um outono em que não havia ninguém por perto.

Microconto

Começo agora uma nova série, a de microcontos. Gosto de viajar nas palavras dizendo o que se pode entender se viver, ao menos por alguns instantes, o que se diz. Indecifráveis? Nunca. Compreensíveis? Talvez. Verdadeiros? Quase sempre.

Microconto:

“Ele dizia: não quero nunca machucá-la.
Ela pensava: já não posso mais viver sem ele.
A vida insistia: Mas você viverá.”

Angústia

Mais um poema, que compõe a minha fase ‘poetisa’.

Apenas peço que não confundam minha maneira de escrever com meu momento. Ao contrário do que parece pelo poema, não estou na fase de sofrer, principalmente, em silêncio. Me sinto feliz, mas não consigo abandonar esse lado triste do poema, que, pra mim, são os mais belos.

Angústia

“Eu sempre sofri em silêncio
E as dores, escondidas pelo sutil sorriso
De um alguém que insiste em ser feliz
Vez ou outra tentaram me fazer desistir.
Mas não! Nunca deixei que isso acontecesse.
Eu aprendi muito.
Esqueci muito do que eu sabia também.
E não será agora que isso vai mudar.
Aliás, isso nuca mudará.
Continuarei eternamente aprendendo e esquecendo coisas.
Isso não é algo que me agrada,
Mas não consigo controlar a lei da natureza,
Que é bem diferente da lei dos homens.
Ainda que ela só exista pela cruel “lei dos homens”
Que para sempre irá condenar pessoas como eu e como você,
A algum momento da vida,
Sofrer em silêncio.”

Sou eu

Um poema que não me traduz, mas explica; talvez complica; mas no que isso implica? Nem mesmo eu sei decifrar. Apenas um poema.

“Sou romântica que não gosta de rimar
Poetiza que não sabe estruturar
Amante que não quer amar.

Sou alma que perde a razão
Louca que foge à paixão
Sábia que diz o não.

Sou a que implora
Que apavora
Que ora.

Sou
Eu.”

O fim é apenas um começo

Assim como um dia a gente resolve fazer um blog, chega um momento em que também paramos para escrever um conto. Meu conto.

O fim é apenas um começo

“Eu tinha sonhos e planos. Eu sabia como ia ser. Eu tinha certeza.

Mas de repente tudo muda. E o que antes era certeza, se torna insegurança.

Dor, angústia, noites sem sono. A cumplicidade com alguém que já nem existia me consumia dia após dia. A fidelidade a alguém que não estava mais ali, que não fazia parte da minha vida, destruía pouco a pouco o meu amor próprio.

Aos poucos o álbum de fotografias mudava as caras. O elenco ficava diferente.

A mudança tão rápida e repentina que “destruíra” meu mundo, se torna lenta, cansativa, sufocante. As coisas já não mudam mais. Resta apenas a convivência com a nova realidade.

Os dias passam – lentos. Será que essa revira volta não irá acontecer novamente? Será que estou condenada a viver com essa solidão na qual eu mesma não consigo esforçar-me para sair?

Procurei incessantemente alguém que pudesse me socorrer, alguém que me fizesse enxergar que a vida continuava. Mas, nada! Ninguém.

Os gritos não saiam, presos na garganta eles me enlouqueciam, e a única coisa que me aliviava, eram as lágrimas que corriam sem parar, que inundavam meus pensamentos, afogando a desilusão.

Mal sabia eu que a simples ajuda vivia dentro de mim mesma, onde eu acreditava estar tudo morto. Não adiantava mesmo pedir socorro a alguém, se a única a conseguir chegar onde estava a dor era eu mesma.

Eu. A pessoa por quem eu esperava estava ali o tempo todo, era eu mesma. Não sozinha, mas com uma força maior, que me fez, finalmente, enxergar que, sim! eu podia ir muito além, eu podia fazer a diferença em mim, e que a vida, uma nova vida estava apenas começando.

É preciso perder para ganhar. Pois toda semente morre pra nascer.”

Aline Zuli 29/03/2010