O que ando aprendendo com a vida

 

A vida é mesmo engraçada. Muitas vezes não nos damos conta do  quanto. Nunca, ou raramente estamos satisfeitos com aquilo que temos; sempre reclamamos por aquilo que não temos; e quando temos, iniciamos a via de mão dupla de insatisfação.

É estranho, e até um pouco triste, ver como a raça humana age diante de determinadas situações. Somos seres tão fortes e tão fracos ao mesmo tempo; carregamos aparências que nem sempre se encaixam com o que estamos de fato sentindo; expressamos sentimentos de forma oposta ao que gostaríamos de demonstrar e, por muitas vezes, falhamos no momento em que mais precisamos do acerto.

Não sabemos quando valorizar ou quando devemos abandonar. Somos dotados de razão um tanto quanto irracional. Não sabemos a hora de dizer não, mesmo estando cientes de que esse momento chegou. Talvez por saber que o não traz uma série de conseqüências tão ruins quanto às do sim, mas ainda assim, o sim nos dá mais segurança. Porque somos “educados” sob a ótica do “se arrepender apenas do que fez”. E como isso é relativo, não? Se você insiste em algo que parece não estar dando certo, você deve se arrepender pelo que FEZ (insistir), ou pelo que NÃO FEZ (desistir)?

Nunca nos arrependemos pelo que fizemos, a meu ver isso é impossível. Sempre nos arrependemos pelo que não fizemos e poderíamos ter feito, mas o medo, às vezes sensato, não nos permitiu fazer, e em contrapartida fazemos alguma coisa.

Penso assim da mesma forma que penso que ninguém aprende com os erros, nem mesmo com os acertos, nem seus, nem dos outros, a gente age com a necessidade de tomar uma decisão. O que pode funcionar agora pra mim, pode não funcionar numa ocasião semelhante pra você.

O que eu quero dizer é que não adianta ter medo. Observando pessoas, vejo nelas os mesmos erros que eu cometi, mas quem sou eu pra dizer alguma coisa? Não existem fórmulas certas, não existem atitudes pré-estabelecidas, nem falas moldadas que se adaptem a todas as ocasiões. A única coisa certa é que nunca saberemos o que deveríamos ter feito até que façamos, e as conseqüências, por piores, ou melhores que sejam ficam como experiência, não como aprendizado. Pois certamente, em algum momento, voltaremos a cometer os mesmos erros e acertos de outrora.

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