Encarar a realidade

Não há como fugir, se esconder, pular, trocar, parar, ou sei lá mais o quê, fases são incontroláveis, simplesmente acontecem, são conseqüência de atos, de decisões, da vida. Às vezes pode até estar em nossas mãos o controle sobre o que fazer em cada fase, podemos decidir como agir em dada situação, mas nunca mudar sua sequência.

Por exemplo, alguém que deixa um emprego sem outro em vista, as fases podem ser: ficar desempregado > procurar um novo emprego > não encontrar um novo emprego > ver as pessoas do seu antigo emprego ganhando mais > esperar respostas de um novo emprego – nesse estágio é que as coisas podem se divergir e aí, então, existem duas fases possíveis: conseguir um novo emprego ou permanecer sem respostas. Aqui, nessa parte do exemplo, é que a pessoa passa a ter “poder” sobre a fase, repito, não para mudá-la, mas para decidir o quê e como agir diante dela.

Se a questão é “conseguir um novo emprego”, tranqüilo, basta abraçar com todas as forças e se dedicar ao máximo para mantê-lo, e essa é mais uma fase que precisa ser passada. Agora, se a questão é “permanecer sem respostas”, aí sim a decisão sobre o que fazer passa a ser mais delicada.

O indivíduo pode agir com maturidade, encarando a situação e criando outros meios de seguir sem cair na falência, ou ainda buscar outros trabalhos, mesmo que fora de sua área de atuação, até encontrar o que lhe agrada; ou pode agir com infantilidade, recusando oportunidades só porque não era o que ele estava procurando, não aceitar a realidade e ficar chorando porque a vida não dá oportunidade, ou até se envolver com coisas ilícitas, pelo simples fato de achar que honestamente não conseguirá nada.

São visões distintas que as pessoas têm dos acontecimentos, nem todas são capazes de suportar o fardo, às vezes pesado, de ter que aceitar que a realidade nem sempre é como elas gostariam que fosse, e que, a todo momento, será preciso se adaptar às fases que são inevitáveis.

Usei o lado profissional apenas para ilustrar um exemplo das inúmeras fases nas quais estamos sujeitos a passar, e que nos obrigam a escolher a melhor forma de agir. No entanto, ao longo da vida, passamos por diversos acontecimentos, que nos deixam sem caminhos, sem meios de contornar ou fugir. Seja o exemplo citado, seja o início de um relacionamento, ou um relacionamento acabado; seja alguém que nos magoou, ou alguém que, sem querer, tenhamos magoado. Diante de todas as situações temos que adotar uma postura e encarar o fato de alguma forma.

É preciso aceitar que não temos força ou poder suficiente para mudar as fases que cada situação nos coloca, elas acontecem pra todos, pro mundo inteiro, não importa se aqui, nos Estados Unidos, na China, Japão; pra crianças, jovens, velhos, todos, definitivamente, são obrigados a passar por fases que só a vida tem a autoridade de escolher.

Agir com maturidade, aceitando a realidade que não podemos mudar e buscando meios pra conviver com ela, é a maneira mais coerente e menos dolorosa que temos de passar pelas inevitáveis fases da vida.

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