Olhar através de um olhar inocente

Dia das Crianças e não se fala em outra coisa (mas vale lembrar que é também – e mais importante data – Dia de Nossa Senhora, para os católicos). Então, como não lembrar desses pequeninos seres? Não dá pra deixar passar batido. Por isso, aproveito para ressaltar algumas características das crianças que deixa qualquer adulto no chinelo, por não ter a mesma capacidade.

Talvez por inocência, o que já não temos mais, ou ainda por próprio caráter, crianças são sinceras ao extremo. Às vezes, até sinceras de mais, como não se pode ser – como diz o ilustre Humberto Gessinger. Mas isso é uma das coisas mais belas nas crianças, algo invejável num mundo onde quase tudo gira em torno da falsidade, onde as pessoas mentem descaradamente, abusam da confiança de outras pessoas e acabam, ao final, causando dor, sofrimento, discórdia e tantos outros males que, talvez, se houvesse mais sinceridade não existiriam.

Você já deve ter ouvido falar isso por aí, mas acho que vale repetir, devíamos aprender com as crianças. Difícil, né? Como aprender com seres tão inexperientes, que nada sabem da vida? Aí está mais uma coisa que crianças podem nos ensinar mais que qualquer um nesse mundo: a aprender.

Crianças estão sempre abertas a aprenderem, sabem aprender apenas observando, e não querem saber se é certo ou não, apenas aprendem. O que às vezes é uma pena, porque acabam aprendendo com a gente, que não nos importamos em aprender com elas, aí acabam se tornando pessoas como nós, e perdendo muito do que há de melhor num ser humano.

Como se não bastasse essas duas características fantásticas dos pequenos, há outra que é incomparável: a capacidade que as crianças têm de perdoar.

Se as pessoas não aprendessem nada além do perdão com as crianças, o mundo já seria uns 90% melhor. É incrível como os pequenos têm a imensa capacidade de não guardar rancor uns dos outros. Lembro de mim, e vejo hoje como são. A tecnologia evoluiu, as brincadeiras mudaram, as crianças estão cada vez mais espertas, mas a capacidade de perdoar é uma coisa que não muda. Em uma hora estão brincando, de repente já estão brigando, daí uma vem com os dedos entrelaçados estendendo as palmas das mãos para frente, e diz: “tô de mal de você”.

O engraçado é que elas, diferentes de muitos adultos que, quando não tentam prejudicar o outro que ficou “de mal”, dificilmente irá fazer as pazes novamente, as crianças, no dia seguinte, estão se convidando para brincar, e aquela que tomou a iniciativa no dia anterior de dizer que estava “de mal”, aceita, como se nada tivesse acontecido, e realmente esquece o episódio, não fica trazendo aquele passado para outras discussões, como nós sempre fazemos.

Fica uma dica, nesse Dia das Crianças, um dos melhores presentes que podemos dar aos pequeninos talvez seja a oportunidade de aprenderem coisas melhores do que aquilo que nós e o mundo temos para ensinar. E como? Aprendendo com eles primeiro.

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