Arquivo para junho \29\UTC 2010

E o seu profissionalismo, a quantas anda?

Vou falar hoje de algumas qualidades que minha curta experiência profissional me fez perceber o quanto são fundamentais. Falo de profissionalismo – humildade e espírito de equipe.

Não é novidade pra ninguém que já possui uma profissão (pelo menos não deveria ser) que para trabalhar em uma empresa, independente do cargo que ocupe, é preciso de muita humildade e, mais ainda, espírito de equipe. E aí, você também poderá dizer que tem profissionalismo.

Ser bem sucedido profissionalmente, ter uma carreira de sucesso, ser reconhecido no mercado de trabalho são tarefas fáceis, desde que se tenha o tal profissionalismo, que vai além do domínio de sua função. Ele é sustentado pela maneira como suas relações são interpretadas pela organização.

Muita gente não se importa em manter uma boa relação com os colegas de trabalho. Grande erro. Algumas pessoas acreditam que é preciso passar por cima das qualidades de outros funcionários para se destacar. Erro maior ainda.

Para se destacar entre as pessoas é preciso que trabalhe com elas e não isolado. Só o trabalho em conjunto pode permitir que você se destaque em relação a alguém, caso contrário, não haverá ninguém comparado a você, o que para alguns pode parecer bom. Mas, se não há ninguém comparado a você, como saberá que é bom de verdade?

Resolvi abordar esse assunto porque já vivi a experiência de trabalhar com pessoas que não se importavam com a equipe, que achavam seus trabalhos o melhor do mundo, que eram insubstituíveis e sempre tinham razão.

Pobres, sofriam eles, por não se abrirem a aprender novas coisas; sofríamos nós, demais funcionários, por não ter a união tão necessária para o desenvolvimento de uma grande idéia para o crescimento da empresa.

Por isso eu volto ao que disse no início deste texto, que para atingir um nível mais elevado em sua carreira profissional é preciso ser mais que um profissional, é preciso ter profissionalismo, que envolve, além do domínio da função, a humildade e o espírito de equipe.

Não que eu seja a “TOP” profissional, pra abordar esse assunto. Mas tenho aprendido muito observando fatos como esse, e independente de nem sempre conseguir seguir à risca o que falo aqui, sei que é uma verdade fundamental para convivência.

Para finalizar, deixo uma frase que, num desses momentos de inspiração (enquanto observava as atitudes de um ser sem humildade e espírito de equipe) me veio à mente: “A forma mais eficaz de não saber nada, é acreditar que sabe tudo!”. Pense nisso.


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Acreditar em você

Todos nós somos bons em alguma coisa. Alguns têm talento para as artes (cantar, dançar, atuar etc.), outros para construção, outros para lidar com pessoas, outros para cuidar de casa, outros ainda para aconselhar, e há aqueles que têm talento para ouvir. Enfim, são inúmeros casos.

Em todas as circunstâncias, o importante é amar o que você faz. Se entregar de verdade, e isso te levará ao aperfeiçoamento diário naquilo, tornando-o um talento em você.

Muitas pessoas provavelmente não irão acreditar que você é capaz, vão podar suas ideias, talvez até tentar te fazer desistir. Mas você não pode se dar por vencido. Acreditar no que as pessoas dizem sobre suas limitações nem sempre é o melhor caminho. Ninguém te conhece melhor que você mesmo, e por esse motivo, só você pode dizer onde consegue chegar.

Somos todos bons em alguma coisa. Só talvez ainda não tenhamos percebido. Se você chegou onde está (não importa o lugar), foi porque batalhou, porque não desistiu e, mais ainda, acreditou no seu potencial, na sua superioridade. Não superioridade em comparação aos outros, mas em relação a você mesmo, aos seus limites, você os superou. E isso prova que você tem, sim, talento.

A vida está aí, e nela existem muitos obstáculos que precisamos enfrentar. Isso não é tarefa fácil, mas necessária, todos os dias, todas as horas, todos os momentos.

Só sabendo que poderia existir uma realidade bem diferente da que nos encontramos, que poderia nos faltar muito mais do que achamos que falta, que poderíamos ser impossibilitados de alcançar a metade do que alcançamos, e que isso é uma realidade na vida de muitos, deve ser suficiente para que acreditemos em nós, e saibamos que podemos ser muito mais do que fomos até agora.

Superar limites. Isso é ser superior, e todo mundo pode.

O fim é apenas um começo

Assim como um dia a gente resolve fazer um blog, chega um momento em que também paramos para escrever um conto. Meu conto.

O fim é apenas um começo

“Eu tinha sonhos e planos. Eu sabia como ia ser. Eu tinha certeza.

Mas de repente tudo muda. E o que antes era certeza, se torna insegurança.

Dor, angústia, noites sem sono. A cumplicidade com alguém que já nem existia me consumia dia após dia. A fidelidade a alguém que não estava mais ali, que não fazia parte da minha vida, destruía pouco a pouco o meu amor próprio.

Aos poucos o álbum de fotografias mudava as caras. O elenco ficava diferente.

A mudança tão rápida e repentina que “destruíra” meu mundo, se torna lenta, cansativa, sufocante. As coisas já não mudam mais. Resta apenas a convivência com a nova realidade.

Os dias passam – lentos. Será que essa revira volta não irá acontecer novamente? Será que estou condenada a viver com essa solidão na qual eu mesma não consigo esforçar-me para sair?

Procurei incessantemente alguém que pudesse me socorrer, alguém que me fizesse enxergar que a vida continuava. Mas, nada! Ninguém.

Os gritos não saiam, presos na garganta eles me enlouqueciam, e a única coisa que me aliviava, eram as lágrimas que corriam sem parar, que inundavam meus pensamentos, afogando a desilusão.

Mal sabia eu que a simples ajuda vivia dentro de mim mesma, onde eu acreditava estar tudo morto. Não adiantava mesmo pedir socorro a alguém, se a única a conseguir chegar onde estava a dor era eu mesma.

Eu. A pessoa por quem eu esperava estava ali o tempo todo, era eu mesma. Não sozinha, mas com uma força maior, que me fez, finalmente, enxergar que, sim! eu podia ir muito além, eu podia fazer a diferença em mim, e que a vida, uma nova vida estava apenas começando.

É preciso perder para ganhar. Pois toda semente morre pra nascer.”

Aline Zuli 29/03/2010

As relações são formadas por diferenças

A gente sempre aposta no lado positivo das pessoas. Sempre esperamos que elas sejam exatamente aquilo que pensamos. E por esse motivo, acabamos nos decepicionando muito.
Pessoas são seres individuais, e como indivíduos, têm suas particularidades, que nem sempre condizem com a nossa maneira de ser, de pensar ou de agir. A nós cabe aceitar isso. Caso contrário, a frustração toma conta.
Se pararmos pra pensar, o que há de mais bonito nas relações entre os indivíduos é justamente essa capacidade de viver com as diferenças. Um acaba sendo o equilíbrio do outro, e pra isso, basta apenas que cada um esteja preparado e ciente de que ninguém será exatamente o que ele espera.
Conheço casais de comportamento completamente oposto um ao outro, mas que conseguem administrar isso muito bem. Assim, quando um começa a passar do limite, o outro para e coloca as coisas no eixo novamente.
Para conviver é preciso aceitar que essas diferenças existem. É preciso se colocar no lugar do outro, abrir mão de algumas vontades, de algumas preferências, e entrar no universo daqueles com quem você está se relacionando. Sejam amigos, família, namorado, cônjuge.
Aprender com as pessoas que estão à sua volta é mais importante que criticá-las por não pensarem como você. A troca de experiências e de vivências enriquece o ser humano, nos deixa menos propensos a cometer erros e nos aproxima mais daqueles que amamos.

A humana maneira de ser errante

Porque algumas coisas são tão difíceis de entender ou aceitar?
Não sei se sou a única, mas sempre que penso como algo poderia ser diferente e só não é porque eu não deixei, dá uma sensação estranha, como se tudo estivesse errado, como se não houvesse saída.
Talvez isso aconteça porque sempre que paramos pra pensar em algo do tipo é porque fizemos a opção errada. Aí, meus caros amigos, é tarde e bate mesmo aquela sensação que não dá pra entender e, como conseqüência, não enxergamos o que se passa a nossa volta.
Nesses deslizes, onde deixamos a vida de lado pra ficar remoendo um erro que nem fazia parte de nós, a vida passa e muito depressa. Até mais rápido que de costume. Tão rápido que, muitas vezes, não conseguimos nem enxergar o que veio e tão logo se foi (o tempo corria nessa hora).
Aquela oportunidade de trabalho que tanto esperávamos, o amor da nossa vida, aqueles amigos que seriam para sempre, outros que iriam embora, mas, seriam inesquecíveis. Tantas e tantas coisas que podemos perder por um erro que marcou nada mais que apenas um momento de nossas vidas.
Errar é isso, é passar por um momento. Momento de fraqueza, momento de egoísmo, apenas momento. E isso não pode parar a nossa vida, fazer com que deixemos oportunidades passarem e, assim, seguir cometendo outros erros, como o de não viver, por exemplo.
Acerta sempre e somente aquele que não fica prezo aos seus erros, não aquele que nunca comete um. Somos humanos, não fomos feitos para errar, mas vivemos errando. Todos, sem exceção, em vários momentos da vida irão cometer algum tipo de erro.
Sabe por quê? Porque a vida é mesmo uma caixinha de surpresas, e não dá pra saber se acertamos ou erramos até que ela se abra.