Sim, também sou uma incomodada

As pessoas consideram o BBB um programa idiota, acham que é falta de inteligência social falar tanto da Luiza enquanto tantos problemas acontecem no mundo, e não há mesmo como discordar disso tudo que dizem, não dá pra negar que o BBB é o programa mais idiota (ou um dos mais) que já existiu e que o mundo possui pautas muito mais interessantes que o assunto da Luiza que estava no Canadá. Mas acho que estamos subestimando um pouco esses males intelectuais do século.

O BBB é tão idiota que consegue ganhar a atenção de 100% da população. Sim, 100%. Seja pelos que gostam e comentam, seja pelos que criticam, ele é o assunto da pauta, e não porque alguns gostam, mas porque até mesmo os incomodados com tamanha idiotice, não conseguem parar de dar audiência para o programa. Agora, eu não chamaria de idiota um programa que consegue ser o assunto mais comentado pelo Brasil inteiro; acho isso no mínimo esperto, pois o que importa pra eles não é fazer um programa de cunho intelectual, nunca ofereceram isso como proposta, o intuito maior do programa é ganhar dinheiro, e isso eles sabem fazer muito bem, ou seja, o programa idiota cumpre muito bem com o seu papel. O problema é que as pessoas não admitem esse fato, e o resultado é que todo mundo contribui com seu sucesso. Afinal, quem é mais idiota, o programa que se coloca como tal, ou as pessoas que dizem que não suportam e mesmo assim ajudam a lembrar do programa o tempo todo?

E a Luiza, que coisa mais idiota pra se comentar tanto nas redes sociais, não é? Tanta tragédia no mundo, tantas crianças passando fome, tantas famílias desalojadas por conseqüência dos desastres naturais, tantos criminosos soltos e muitos deles no congresso, tantas e tantas desgraças, e as pessoas preocupadas com a Luiza que está com a vida ganha no Canadá? Bem, eu não diria que as pessoas estão preocupadas com a Luiza, apenas são pessoas que preferem levar a vida de uma maneira mais descontraída, pessoas que sabem criar graça onde pode haver graça, sem brincar com as coisas sérias. Rir de coisas bobas é bom, e não é porque o mundo está em crise (em todos os aspectos) que vamos deixar essa prática de lado.

Outro detalhe interessante nessa história toda é que já vi crítica pelo contrário também. Houve um período em que as pessoas se mobilizaram nas redes sociais indignadas com o fato de uma mulher ter matado um cachorrinho indefeso, em outro momento se manifestaram contra a construção da Usina de Belo Monte e, da mesma forma, houve pessoas criticando. Muitos disseram que comentar o ocorrido nas redes sociais era hipocrisia, que isso não mudaria nada, que ao invés de ficar falando deveríamos agir. E eu realmente concordo com essas críticas, todos sabemos que as palavras pouco fazem sem uma ação concreta, mas então, que ao menos possamos criar “assuntos” que nos permitam amenizar os tristes fatos que ocorrem diariamente, ao nosso lado. Quem não gostar da brincadeira, é só não brincar, e com certeza ela se acaba antes do esperado.

Sim, eu assisto ao BBB quando dá, achei graça na Luiza, mas eu também concordo que são assuntos que não têm nada a me acrescentar, concordo que às vezes irrita um mesmo assunto sem sentido nortear todos os posts do facebook, mas não é por isso que eu vou contribuir com a popularidades desses demonstrando a minha insatisfação, por que isso só faz com que o poder de alcance desses assuntos se alavanquem. Cada vez que você posta uma crítica ao BBB, você está divulgando o programa e, talvez, alguém que não conhece, passa a assistir pra ter suas próprias conclusões, aí pronto, você que não gosta do BBB e que quer que o programa acabe, contribuiu para mais um ponto de audiência. E cada vez que você pede pra pararem de falar da Luiza, quem está falando dela é você.

Curta quando achar interessante, compartilhe quando concordar, comente mesmo se for pra ser contrário, afinal todos têm o direito de expressar a sua opinião, mas não fique batendo na mesma tecla, não se preocupe tanto em demonstrar a sua apatia com o assunto, respeite a opinião dos outros para que você não seja obrigado a ter contato com o que não quer por mais tempo. Incomodados, se mudem, ou aceitem a contradição que vocês estão criando.

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O que ando aprendendo com a vida

 

A vida é mesmo engraçada. Muitas vezes não nos damos conta do  quanto. Nunca, ou raramente estamos satisfeitos com aquilo que temos; sempre reclamamos por aquilo que não temos; e quando temos, iniciamos a via de mão dupla de insatisfação.

É estranho, e até um pouco triste, ver como a raça humana age diante de determinadas situações. Somos seres tão fortes e tão fracos ao mesmo tempo; carregamos aparências que nem sempre se encaixam com o que estamos de fato sentindo; expressamos sentimentos de forma oposta ao que gostaríamos de demonstrar e, por muitas vezes, falhamos no momento em que mais precisamos do acerto.

Não sabemos quando valorizar ou quando devemos abandonar. Somos dotados de razão um tanto quanto irracional. Não sabemos a hora de dizer não, mesmo estando cientes de que esse momento chegou. Talvez por saber que o não traz uma série de conseqüências tão ruins quanto às do sim, mas ainda assim, o sim nos dá mais segurança. Porque somos “educados” sob a ótica do “se arrepender apenas do que fez”. E como isso é relativo, não? Se você insiste em algo que parece não estar dando certo, você deve se arrepender pelo que FEZ (insistir), ou pelo que NÃO FEZ (desistir)?

Nunca nos arrependemos pelo que fizemos, a meu ver isso é impossível. Sempre nos arrependemos pelo que não fizemos e poderíamos ter feito, mas o medo, às vezes sensato, não nos permitiu fazer, e em contrapartida fazemos alguma coisa.

Penso assim da mesma forma que penso que ninguém aprende com os erros, nem mesmo com os acertos, nem seus, nem dos outros, a gente age com a necessidade de tomar uma decisão. O que pode funcionar agora pra mim, pode não funcionar numa ocasião semelhante pra você.

O que eu quero dizer é que não adianta ter medo. Observando pessoas, vejo nelas os mesmos erros que eu cometi, mas quem sou eu pra dizer alguma coisa? Não existem fórmulas certas, não existem atitudes pré-estabelecidas, nem falas moldadas que se adaptem a todas as ocasiões. A única coisa certa é que nunca saberemos o que deveríamos ter feito até que façamos, e as conseqüências, por piores, ou melhores que sejam ficam como experiência, não como aprendizado. Pois certamente, em algum momento, voltaremos a cometer os mesmos erros e acertos de outrora.

Meus versos simples

Olhando alguns versos antigos, percebi que eles podem ser aproveitados por alguém, todos foram inspirados em momentos que vivenciei – cada um escrito em um desses momentos.

Espero que gostem dessas minhas diversas reflexões.

Dois dos meus versos:

E qual é a pessoa que nunca cometeu loucuras, se o próprio ato de não cometê-las já é uma loucura?

Não espere da vida mais do que ela pode te dar; não tente dar à vida mais do que ela espera de você. Não atropele as coisas.

 

Até logo.

 

A tecnologia à favor da Publicidade

Gente, que bom estar de volta. Confesso que não apareci por aqui antes mais por falta de inspiração que por falta de tempo. Mas, enquanto não escrevi para o meu querido “Escrevendo a vida”, escrevia para outros blogs que também são de minha responsabilidade. Desses textos, houve um que não foi publicado, mesmo tendo sido aprovado, em função de seu tamanho – extenso demais.

Mas como eu o considero interessante, apesar de extenso, acredito que pessoas interessadas irão ter a calma e paciência para o ler. Aliás, um pouco mais de paciência agora, devido à minha breve introdução, que acabou deixando-o ainda mais longo.

A tecnologia à favor da Publicidade

Os números não mentem! Essa é uma afirmação que deve nos deixar bem atentos, pois se os números, de fato, não mentem, temos um futuro muito promissor para o segmento de publicidade, tanto para as agências quanto para os anunciantes.

Não é difícil perceber o quanto a tecnologia está avançando, e a maneira como as pessoas têm se tornado reféns dos novos dispositivos tecnológicos. E não teria como ser diferente. A praticidade, a comodidade, a agilidade e tantas outras “dades” que essa nova era nos proporciona são infinitas, e essa tecnologia toda se torna, cada vez mais, item de primeira necessidade em nosso dia a dia, pois facilita nossos afazeres em meio ao limitado tempo que temos disponível.

São internet banking que facilitam as transações, pagamentos de contas etc.; internet móvel, que possibilita o acesso a conteúdos 24 horas por dia e em qualquer lugar; celulares com acesso a internet; enfim, são inúmeras as possibilidades que a tecnologia apresenta.

Essas mesmas possibilidades proporcionam ao mercado publicitário um leque variado de opções de marketing, mídia direcionada, publicidade interativa etc. etc. etc., basta apenas usar a criatividade, e isso as agências sabem bem como fazer.

Pra começar, o importante é ter visão de futuro, estar antenado às tendências tecnológicas, aos hábitos de consumo de tecnologia, as ferramentas disponíveis para uso do mercado, o grau de aceitação das pessoas em cada mídia, e por aí vai. Atenta a essa oportunidade que o ambiente mercadológico nos apresenta, busquei alguns números, para mostrar de forma mais expressiva o grau de oportunidades que temos a nosso favor.

Divulgado recentemente pela Associação Nacional das Instituições de Crédito Financiamento e Investimentos, a ACREFI, os números de celulares em serviço no Brasil, já em 2010, surpreende – são cerca de 190 milhões de aparelhos em circulação, quase um para cada habitante; e o mais interessante é o que aponta a previsão: dentro de 15 anos esse número de aparelhos quase duplicará, passando para 350 milhões até 2025. Para o fechamento de 2010, estima-se que o número de aparelhos em serviço no país alcance a faixa de 200 milhões. Viu como temos grandes oportunidades?

Sem falar na internet – essa sim tem grandes previsões de avanços, além dos que já presenciamos. Para essa tecnologia, tão fundamental para nós, as previsões são, no mínimo, fascinantes. Para o futuro, a gerente mundial de desktops da Intel, Michelle Holtaus, adianta que haverá uma grande convergência de mídia – o que já podemos perceber atualmente. Segundo ela, tudo estará conectado, não só os computadores, televisores e todos os eletrodomésticos, mas até as mesas de centro, escrivaninhas, tudo fará parte de uma rede interligada pela internet.

E, se nós já achamos incrível a interatividade e as facilidades na busca pela informação com a web 2.0, vamos delirar com a “web 3.0” ou “web semântica”. Com essa nova tecnologia, os mecanismos de busca da internet farão a pesquisa a partir do contexto da frase, utilizando a frase como um todo e não mais pelas palavras isoladas, como acontece hoje. Assim, quando buscarmos por “agências de publicidade no Brasil”, por exemplo, o buscador analisará toda a frase, dando resultados mais específicos sobre aquilo que, de fato, nossa busca deseja encontrar. Esse mecanismo, certamente possibilitara uma comunicação ainda mais direcionada, em que cada produto, serviço, marca anunciada seja inserido na página exata de cada assunto. Bom, né?

Agora, vamos voltar um pouco ao presente, e enquanto essa tecnologia toda não chega até nós é importante conhecer o cenário atual, que já nos oferece meios e recursos de sobra pra usar a criatividade e promover a interação entre as marcas e seus consumidores. Os números revelam que a internet, atualmente, conecta mais de 35 milhões de dispositivos, entre lap tops, celulares, televisores. Só o YouTube recebe mais de 2 bilhões de visitas por dia. Isso sem contar com as redes sociais, que são praticamente um mundo a parte, com pessoas conectadas o dia todo. Olha aí que grande nicho que mercado nos espera, ou melhor, já está a nossa disposição.

É isso, celulares e internet, são e serão a onda que faz a cabeça e os dias das pessoas, e estão presentes na vida da maioria dos brasileiros. Não é preciso esperar que o futuro chegue, uma boa oportunidade é aproveitar o que temos agora. As grandes empresas sabem bem disso e fazem uso dos meios tecnológicos disponíveis com inteligência. E aí, vamos entrar nessa também?

Se quiserem ver mais detalhes sobre essas tecnologias e os números, baixe o arquivo da ACREFI, clicando no link abaixo:

www.acrefi.org.br

Encarar a realidade

Não há como fugir, se esconder, pular, trocar, parar, ou sei lá mais o quê, fases são incontroláveis, simplesmente acontecem, são conseqüência de atos, de decisões, da vida. Às vezes pode até estar em nossas mãos o controle sobre o que fazer em cada fase, podemos decidir como agir em dada situação, mas nunca mudar sua sequência.

Por exemplo, alguém que deixa um emprego sem outro em vista, as fases podem ser: ficar desempregado > procurar um novo emprego > não encontrar um novo emprego > ver as pessoas do seu antigo emprego ganhando mais > esperar respostas de um novo emprego – nesse estágio é que as coisas podem se divergir e aí, então, existem duas fases possíveis: conseguir um novo emprego ou permanecer sem respostas. Aqui, nessa parte do exemplo, é que a pessoa passa a ter “poder” sobre a fase, repito, não para mudá-la, mas para decidir o quê e como agir diante dela.

Se a questão é “conseguir um novo emprego”, tranqüilo, basta abraçar com todas as forças e se dedicar ao máximo para mantê-lo, e essa é mais uma fase que precisa ser passada. Agora, se a questão é “permanecer sem respostas”, aí sim a decisão sobre o que fazer passa a ser mais delicada.

O indivíduo pode agir com maturidade, encarando a situação e criando outros meios de seguir sem cair na falência, ou ainda buscar outros trabalhos, mesmo que fora de sua área de atuação, até encontrar o que lhe agrada; ou pode agir com infantilidade, recusando oportunidades só porque não era o que ele estava procurando, não aceitar a realidade e ficar chorando porque a vida não dá oportunidade, ou até se envolver com coisas ilícitas, pelo simples fato de achar que honestamente não conseguirá nada.

São visões distintas que as pessoas têm dos acontecimentos, nem todas são capazes de suportar o fardo, às vezes pesado, de ter que aceitar que a realidade nem sempre é como elas gostariam que fosse, e que, a todo momento, será preciso se adaptar às fases que são inevitáveis.

Usei o lado profissional apenas para ilustrar um exemplo das inúmeras fases nas quais estamos sujeitos a passar, e que nos obrigam a escolher a melhor forma de agir. No entanto, ao longo da vida, passamos por diversos acontecimentos, que nos deixam sem caminhos, sem meios de contornar ou fugir. Seja o exemplo citado, seja o início de um relacionamento, ou um relacionamento acabado; seja alguém que nos magoou, ou alguém que, sem querer, tenhamos magoado. Diante de todas as situações temos que adotar uma postura e encarar o fato de alguma forma.

É preciso aceitar que não temos força ou poder suficiente para mudar as fases que cada situação nos coloca, elas acontecem pra todos, pro mundo inteiro, não importa se aqui, nos Estados Unidos, na China, Japão; pra crianças, jovens, velhos, todos, definitivamente, são obrigados a passar por fases que só a vida tem a autoridade de escolher.

Agir com maturidade, aceitando a realidade que não podemos mudar e buscando meios pra conviver com ela, é a maneira mais coerente e menos dolorosa que temos de passar pelas inevitáveis fases da vida.

Microconto II

Um dia a pequena grande menina olhou pela janela, descobriu a numerosidade de folhas que haviam caído enquanto em seu quarto ela esperava para crescer. Não tinha a quem culpar, pois durante todo esse tempo as chaves permaneceram em suas mãos. Pobre menina, aquele foi mais um outono em que não havia ninguém por perto.

Olhar através de um olhar inocente

Dia das Crianças e não se fala em outra coisa (mas vale lembrar que é também – e mais importante data – Dia de Nossa Senhora, para os católicos). Então, como não lembrar desses pequeninos seres? Não dá pra deixar passar batido. Por isso, aproveito para ressaltar algumas características das crianças que deixa qualquer adulto no chinelo, por não ter a mesma capacidade.

Talvez por inocência, o que já não temos mais, ou ainda por próprio caráter, crianças são sinceras ao extremo. Às vezes, até sinceras de mais, como não se pode ser – como diz o ilustre Humberto Gessinger. Mas isso é uma das coisas mais belas nas crianças, algo invejável num mundo onde quase tudo gira em torno da falsidade, onde as pessoas mentem descaradamente, abusam da confiança de outras pessoas e acabam, ao final, causando dor, sofrimento, discórdia e tantos outros males que, talvez, se houvesse mais sinceridade não existiriam.

Você já deve ter ouvido falar isso por aí, mas acho que vale repetir, devíamos aprender com as crianças. Difícil, né? Como aprender com seres tão inexperientes, que nada sabem da vida? Aí está mais uma coisa que crianças podem nos ensinar mais que qualquer um nesse mundo: a aprender.

Crianças estão sempre abertas a aprenderem, sabem aprender apenas observando, e não querem saber se é certo ou não, apenas aprendem. O que às vezes é uma pena, porque acabam aprendendo com a gente, que não nos importamos em aprender com elas, aí acabam se tornando pessoas como nós, e perdendo muito do que há de melhor num ser humano.

Como se não bastasse essas duas características fantásticas dos pequenos, há outra que é incomparável: a capacidade que as crianças têm de perdoar.

Se as pessoas não aprendessem nada além do perdão com as crianças, o mundo já seria uns 90% melhor. É incrível como os pequenos têm a imensa capacidade de não guardar rancor uns dos outros. Lembro de mim, e vejo hoje como são. A tecnologia evoluiu, as brincadeiras mudaram, as crianças estão cada vez mais espertas, mas a capacidade de perdoar é uma coisa que não muda. Em uma hora estão brincando, de repente já estão brigando, daí uma vem com os dedos entrelaçados estendendo as palmas das mãos para frente, e diz: “tô de mal de você”.

O engraçado é que elas, diferentes de muitos adultos que, quando não tentam prejudicar o outro que ficou “de mal”, dificilmente irá fazer as pazes novamente, as crianças, no dia seguinte, estão se convidando para brincar, e aquela que tomou a iniciativa no dia anterior de dizer que estava “de mal”, aceita, como se nada tivesse acontecido, e realmente esquece o episódio, não fica trazendo aquele passado para outras discussões, como nós sempre fazemos.

Fica uma dica, nesse Dia das Crianças, um dos melhores presentes que podemos dar aos pequeninos talvez seja a oportunidade de aprenderem coisas melhores do que aquilo que nós e o mundo temos para ensinar. E como? Aprendendo com eles primeiro.